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Alergia alimentar é o tipo que mais cresce no mundo. 26 de maio de 2018

Leite, ovo, soja e trigo são os principais desencadeadores de alergias em crianças de até dois anos de idade. No Brasil não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar com a literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças, com até dois anos de idade, e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.

A Kids With Food Allergies (KFA) - Crianças com Alergias Alimentares - uma divisão da Fundação Americana de Asma e Alergia (AAFA), estima que uma em cada 13 crianças tem alergia alimentar.

O número de novos casos e a gravidade das reações parecem estar aumentando em todo o mundo e o Brasil é um reflexo disso. Crianças em idade precoce apresentam reações anafiláticas com maior frequência, o número de novos alimentos identificados como alérgenos é crescente e não existe uma forma de prevenir o seu aparecimento.

A Dra. Renata Cocco, Coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), explica que, apesar das linhas de pesquisa atuais, o único tratamento realmente efetivo até o momento é a restrição completa das proteínas alergênicas, tarefa difícil especialmente na faixa pediátrica. Paralelamente, conceitos equivocados e dificuldades no diagnóstico dão margem ao superdiagnóstico, culminando em dietas amplas e desnecessárias.

Apesar de poder aparecer em qualquer idade, as alergias alimentares são mais comuns em crianças. Leite, ovo, soja e trigo são os alimentos mais relacionados a alergias neste grupo de pacientes, apesar do número crescente de hipersensibilidade aos alimentos observado anteriormente em adultos, caso do amendoim, castanhas e peixes. "Os quatro primeiros alimentos são, geralmente, tolerados até a segunda década de vida, enquanto que as castanhas, amendoim, peixes e frutos do mar são tipicamente persistentes ao logo da vida e podem começar em qualquer idade", explica a especialista da ASBAI. 

Diagnóstico - os sinais e sintomas da alergia alimentar são amplos, variados e individuais. Reações que acontecem de forma imediata após a ingestão do alimento causal são mais fáceis de serem relacionadas, caso das urticárias, edemas (inchaço de olhos/boca), falta de ar e vômitos.

Outros pacientes apresentam sintomas mais tardios, horas ou dias após a ingestão do alimento (geralmente leite e soja e especialmente no primeiro ano de vida). Nestes casos pode haver comprometimento no ganho de peso e estatura, presença de sangue nas fezes e/ou vômitos e diarreia crônicos. Frente a sintomas inespecíficos, o pediatra poderá orientar a avaliação de um especialista em alergia. Nos casos de reações em adultos, o alergista deverá ser igualmente consultado.

Novidades no Tratamento - Vários estudos apontam para um efeito protetor na dessensibilização a alimentos. Pacientes com quadros graves a quantidades ínfimas do alimento alergênico podem ser beneficiadas durante esse tratamento. "No entanto, o procedimento apresenta riscos e não deve ser realizado por profissional não experiente no assunto. Além disso, a gama de alimentos que são passíveis de dessensibilização ainda é muito baixa, frente aos inúmeros alérgenos desencadeantes de reações", alerta Dra. Renata.

A especialista chama a atenção para a importância do diagnóstico correto e do tratamento da alergia alimentar para que não haja comprometimento nutricional, psicológico ou social da criança e sua família. "Desta forma, é fundamental que as informações sobre a doença sejam corretamente esclarecidas e um plano terapêutico seja instituído", conclui a especialista da ASBAI.

Fonte: http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=1251





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