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Sete coisas que você precisa saber sobre imunoterapia 03 de setembro de 2018

1 - O que são Vacinas de Alergia ?

As vacinas de alergia são um método de tratamento empregado nas doenças alérgicas há mais de cem anos. Consiste na introdução,  por via injetável (subcutânea) ou via sublingual, de quantidades crescentes de uma substância causadora de alergia (alérgeno)  com o objetivo de se obter um estado de tolerância a esta substância.  Esta forma  de vacinação é denominada imunoterapia específica com alérgeno  ou simplesmente imunoterapia em alergia.

2 - Qual o mecanismo de ação das Vacinas de Alergia ?

As vacinas de alergia regulam a produção de anticorpos, diminuindo os anticorpos da classe IgE (responsáveis pelas alergias) e aumentando os anticorpos IgG4. Além disso, diminuem as células inflamatórias que participam da reação alérgica. Os efeitos ocorrem aos poucos conforme as vacinas vão sendo aplicadas, observando-se uma redução  gradual dos sintomas.

3 - Em quais doenças alérgicas estão indicadas as vacinas de Alergia? 

As vacinas de alergia (imunoterapia específica contra alérgenos) estão indicadas para várias doenças onde o mecanismo alérgico é uma reação imediata, também chamada "mediada por IgE". Esse tipo de reação tem esse nome porque ocorre poucos minutos após o contato com a substância causadora da alergia (alérgeno). 

IgE é uma classe de anticorpos que é responsável pelas reações alérgicas; e o organismo pode produzir IgE específica para cada substância com a qual ele entre em contato. Porém, existem reações alérgicas provocadas por outros mecanismos diferentes, não mediadas por IgE. Essas reações não respondem ao tratamento com vacinas.  

No entanto, nem todas reações mediadas por IgE podem ser tratadas com vacinas. As principais doenças mediadas por IgE, para as quais as vacinas de alergia estão indicadas, são:

- Alergia respiratória (asma e rinite alérgica)
- Alergia ocular (conjuntivite alérgica)
- Alergia a picadas de insetos, especialmente abelhas, marimbondos, vespas e formigas.
- Alergia de pele, como a Dermatite Atópica.

Atenção! Não existe indicação de vacinas de alergia para urticária e nem para alergia alimentar.

Existem outras formas de imunoterapia, mas que não utilizam vacinas e, na sua maioria, ainda são procedimentos experimentais.   

4 - Quais os pré-requisitos para se iniciar um tratamento com vacinas ? 

O primeiro pré-requisito para se iniciar o tratamento com vacinas é diagnóstico correto. Inicialmente através da historia clínica relacionando o aparecimento dos sintomas com a exposição a substancia em questão, em caso de dúvida é possível indicar, em alguns casos, uma prova de provocação. 

Outro aspecto relevante é a avaliação da presença de resposta alérgica no sangue e na pele. As condições clínicas do paciente devem estar estáveis especialmente nos asmáticos. Isto implica que o tratamento medicamentoso deve estar adequado. A idade do paciente, a presença de comorbidades deve ser discutida caso a caso com o médico alergologista que está conduzindo o caso.
 
Após o esclarecimento da efetividade e duração do tratamento, possíveis efeitos adversos, aderência e custos é necessário que o paciente assine um consentimento para submeter-se ao tratamento. Este deve ser realizado em local apropriado, na presença de pessoal treinado para identificar e tratar eventuais reações adversas. Acrescido a isso a utilização do material para as vacinas deve ser padronizado e com bom controle de qualidade.

5 - Durante quanto tempo deve se manter um tratamento com vacinas e qual o seu efeito em longo prazo?    

A Imunoterapia tradicional é realizada em duas etapas. A fase de indução que consiste em injeções por via subcutânea de doses diluídas e crescentes do extrato, que em geral contem uma única substancia (alérgeno), que pode ser administrada em vários esquemas geralmente uma vez por semana, até se atingir determinada dose. A partir dai tem início a fase de manutenção onde a dose máxima atingida na primeira etapa é injetada mensalmente.

Quanto tempo dura o tratamento?

Embora esta resposta não esteja totalmente estabelecida os consensos indicam o período de três anos para as substancias inalatórias e cinco para veneno de insetos. Uma vez terminado o tratamento seus efeitos permanecem por vários anos após a suspensão das vacinas.

6 - A vacina sublingual funciona no tratamento das doenças alérgicas. Quais as suas indicações?

As vacinas sublinguais  em gotas ou em comprimidos  são tão eficazes quanto as injetáveis e mais seguras por causarem menos reações . Estão indicadas para tratamento de asma, rinite alérgica e dermatite atópica. 

A vantagem sobre as injetáveis está no conforto e por permitirem ser administradas em domicílio, não havendo necessidade de deslocamento ao consultório médico como as injetáveis requerem. 

São eficazes no tratamento de alergia a polens  e aos ácaros da poeira domiciliar, mas em doses altas de alérgenos padronizados.

7 - Quais a s contra-indicações e riscos das vacinas de Alergia? Que cuidados devemos tomar para evitá-los?

A imunoterapia específica (vacinas para alergia) é um procedimento bastante seguro. Contudo, existe o risco de ocorrência de reações locais e sistêmicas.  

Na imunoterapia subcutânea, o risco de reações locais é estimado na faixa de  0,7% a 4% das aplicações e o de reações sistêmicas entre 0,06% e 1%. As reações sistêmicas podem variar de sintomas leves localizados em um órgão/sistema (exs: urticária, rinite ou conjuntivite); moderadas, que acometem mais de um órgão/sistema, tais como crise de asma e sintomas gastrintestinais, a graves, destacando-se o edema de glote e choque anafilático. 

As reações sistêmicas graves são extremamente raras, estimadas em uma por um milhão de aplicações. Os eventos adversos relacionados à imunoterapia sublingual incluem as reações locais na mucosa oral, reações moderadas (sintomas gastrintestinais, rinite e urticária) e reações sistêmicas (ex. asma, anafilaxia). 

A frequência global de reações à imunoterapia sublingual é estimada em 2,7 por 1.000 doses, sendo que a frequência de reações sistêmicas é de 0,05%.

As medidas recomendadas para a redução do risco de reações adversas sistêmicas incluem a avaliação do paciente antes de cada aplicação de vacina subcutânea, não aplicar a vacina durante crises alérgicas, os pacientes com asma só devem iniciar a imunoterapia após a estabilização do quadro e realização de imunoterapia sob a supervisão de profissional especializado e capacitado.

As principais contraindicações para a realização de imunoterapia são as seguintes: asma grave ou não controlada, uso de beta-bloqueador, neoplasia maligna (câncer) e doenças autoimunes.

Fonte: http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=852





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