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Quimioterápicos podem causar alergias, mas há tratamento 10 de dezembro de 2018

Um em cada cinco pacientes que fazem quimioterapia a base de platina tem reação alérgica. A dessensibilização pode garantir a continuidade do tratamento ideal

Os quimioterápicos também podem desencadear reações alérgicas e por falta de informação, muitas vezes o medicamento de primeira linha, ou seja, o mais indicado e eficaz para o tratamento, pode ser suspenso, comprometendo a qualidade de vida e a sobrevida do paciente. 

Para estes casos já está disponível um tratamento chamado dessensibilização, um processo que reintroduz o medicamento no paciente, com doses crescentes até que chegue ao ponto de ele receber a dose total do quimioterápico, sem necessitar de uma alternativa menos eficaz.

Com essa técnica, o paciente recebe o tratamento mais adequado e, nos casos de câncer, isso é muito importante. Taxar o paciente de alérgico pode ser mais simples, mas ele pode ser privá-lo do tratamento adequado. Por isso a importância do diagnóstico correto e, quando for indicado, fazer a dessensibilização.

Pesquisas apontam que reações alérgicas aos quimioterápicos, dentro das reações alérgicas a medicamentos, já é a terceira causa de morte nos Estados Unidos. Isso porque são medicamentos menos testados (fast track) que os demais, já que o paciente não pode esperar e assim são liberados mais rapidamente para o mercado. Por isso, as reações não são todas conhecidas antes de serem comercializados.

O percentual de pessoas em tratamento de câncer que apresentam reações alérgicas ao medicamento varia de acordo com o quimioterápico utilizado. No caso das platinas, que são usadas nos casos de câncer de mama, ovário e intestino, pode chegar a 20%, ou seja, um em cada cinco pacientes desenvolverá alergia. Pessoas com asma ou rinite têm o risco aumentado para reação, mas mesmo assim dependerá do quimioterápico que será utilizado. A anafilaxia, reação alérgica mais grave e sistêmica, pode levar o paciente ao óbito. Isso ocorre devido ao edema de glote e subsequente asfixia, ou à queda da pressão e colapso cardiocirculatório.

Tratamento 

Quando o paciente apresenta uma possível reação alérgica ao quimioterápico a avaliação do especialista é fundamental, pois os efeitos locais causados pelos quimioterápicos, como diarreia e vômito, podem ser confundidos com os da reação alérgica. O que acontece hoje é que quando o paciente apresenta a reação, já é classificado como alérgico e tem a medicação mudada, o que pode comprometer o sucesso do tratamento. Antes de qualquer mudança é preciso ter certeza de que se está diante de um quadro alérgico.

Se for confirmada a reação alérgica, deve-se avaliar os riscos e benefícios de continuar com o quimioterápico que está causando a alergia. Se o benefício for maior, fazer a dessensibilização. É necessária uma avaliação multidisciplinar do especialista de alergia juntamente com o oncologista.

Fonte: http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=1216





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