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Lavar roupas novas antes de usá-las evita desde alergias até intoxicações 14 de maio de 2020

Não pense que somente as roupas que usamos no dia a dia, principalmente agora, em tempos do novo coronavírus, precisam ser lavadas. As novas, que ainda nem mesmo saíram de dentro da embalagem, também, mas não necessariamente por conta do vírus.

Não pense que somente as roupas que usamos no dia a dia, principalmente agora, em tempos do novo coronavírus, precisam ser lavadas. As novas, que ainda nem mesmo saíram de dentro da embalagem, também, mas não necessariamente por conta do vírus. 

O motivo é que além do risco dessas roupas provocarem doenças de pele, como dermatites e até sarna, elas podem nos transmitir pulgas, piolhos e até mesmo problemas respiratórios e intoxicações.

Um dos principais problemas das roupas novas é que você talvez não seja a primeira pessoa a experimentá-las, pensando nos provadores, e esse risco existe mesmo nas compras online, por conta da possibilidade de devolução. E você definitivamente não é a primeira pessoa a manuseá-las, pois elas passam das fábricas para galpões e lojas, por exemplo.

Além disso, segundo a médica, as roupas em geral, incluindo até as que são feitas de tecidos naturais, como algodão e linho, podem receber uma variedade de tratamentos químicos, principalmente durante seu processo de confecção, seja para ganhar cores, prevenir manchas e amarrotados e garantir resistência a agentes infecciosos (vírus, bactérias, fungos) durante o armazenamento, que também oferece riscos se não seguir as normas sanitárias.

Quais as áreas do corpo mais vulneráveis? As substâncias químicas aplicadas nos tecidos prejudicam a pele, o que mais se observa são sintomas de coceira intensa e erupções que podem evoluir para feridas.

As áreas mais afetadas costumam ser as que têm maior contato com a roupa e transpiram, pois quando o suor entra em contato com corantes, por exemplo, o efeito obtido é como se eles estivessem sendo diluídos em água e acabam sendo liberados em maior quantidade. Portanto, atenção a axilas, região íntima, parte interna das coxas e nádegas.

Pessoas que já desenvolveram alergias a determinado componente têm a possibilidade de desenvolver outras, seja por substâncias diferentes como por fibras têxteis sintéticas, a exemplo da poliamida e do poliéster, que podem agravar ainda mais um quadro de dermatite em andamento, por causa da fricção com a pele. As reações alérgicas ainda podem ser tardias, causando erupções cutâneas que aparecem alguns dias após o uso da roupa e pode durar semanas.

Formol prejudica a pele e as vias respiratórias Além dos problemas causados pelo emprego de tinturas químicas e anilinas, que se deixarem resíduos nas roupas também podem provocar, em casos mais graves, queimaduras de pele, outro motivo de preocupação é o formol (formaldeído). 

Embora controlado em diversos países, sua toxicidade é elevada e ele pode ser aplicado na forma de resinas durante o processo de elaboração das peças para garantir aparência nova, caimento firme e secagem rápida.

A maioria das pessoas não apresenta reações a essa substância, que tem cheiro forte e é conhecida por suas propriedades conservantes e antibacterianas, mas elas podem ocorrer, ainda mais se for constatada sensibilidade ou predisposição a ter alergia de pele. 

A especialista acrescenta que mesmo exposições a um baixo nível de formol podem ser suficientes para desencadear erupções cutâneas desconfortáveis ou quadros mais graves, como eczemas com crostas e bolhas em diferentes áreas do corpo.

Em se tratando do sistema respiratório, o formol quando inalado também pode desencadear processos inflamatórios nas vias áreas, além de espirros, coceira e ressecamento das mucosas. Em situações mais graves, provoca tosse, falta de ar, queimação pelo corpo e intoxicações.

Lavagem remove maior parte dos perigos Para se ver livre dos problemas de saúde atrelados às roupas novas, a solução é simples: é só lavá-las. Se nesse processo incluir as roupas antigas, para não manchá-las, cheque antes se as novas liberam cor quando molhadas e, em caso positivo, lave-as separadamente.

Também se atente às etiquetas para entender como a roupa pode ser higienizada: na máquina, à mão ou a seco, em água quente ou fria, se aceita ou não alvejante e se pode ser passada a ferro. Em geral, boa parte dos fungos, bactérias, ácaros e substâncias químicas vai embora com apenas uma lavagem.

Se mesmo assim, forem notados sintomas como coceira, vermelhidão e ressecamento da pele, o melhor é verificar a água de enxágue e, se necessário, lavar a roupa mais uma vez. Se não funcionar, o certo é procurar um médico.

Concluída a etapa de lavagem, se possível, procure também estender as peças em local arejado ou no sol e antes de guardá-las passar a ferro e limpar gavetas e armários.

Quanto à lavagem a seco, ela não tem um potencial tão bom de remover microrganismos e resíduos de substâncias químicas como a lavagem com água, sendo empregada mais para limpar e preservar tecidos delicados como couro, seda e lã. 

Além disso, dependendo da sensibilidade da pessoa, os produtos a seco, como solventes, podem desencadear irritações na pele, apesar de o risco ser menor por serem certificados.

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/05/13/lavar-roupas-novas-antes-de-usa





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